Gabriel Urbain Fauré filho de gente modesta, mostrou muito novo notáveis aptidões para a música, tanto que aos 8 anos, sem auxílio de mestre, fazia improvisações no harmônio da igreja de Montgauzy.
Em 1855 Fauré entra para a afamada Escola Niedermeyer, de Paris, onde permanece como aluno interno até 1865, onde recebeu uma sólida educação musical e geral. Do corpo docente da Escola, fazia parte Saint-Saëns, ao qual ficou devendo, além dos seus conhecimentos pianísticos, uma cultura musical que não só abrangia os grande mestres contemporâneos, como lhe revelava a grandeza e perfeição de ofício de um Johann Sebastian Bach.
Fauré é, sem dúvida, um dos maiores nomes da música francesa moderna e um dos mais eminentemente representativos do espírito francês. Nos apresenta dominado pelo sentido da elegância, clareza, recato poético e oposição ao dramatismo oratório. Poucos compositores terão uma individualidade tão marcada quanto Fauré. Esta individualidade esta cimentada em três características próprias:
1. A característica textura da música, relevante principalmente nas peças de piano, com a fluidez da sua escrita baseada em engenhosas figurações de harpejos intercalados a um contraponto sutil;
2. A pessoal concepção da harmonia, que, baseada em grande parte nos modos gregorianos, apresenta uma mobilidade surpreendente;
3. A feição especial da melodia, que, embora subordinada ao movimento harmônico, é de uma amplidão, requinte e fragrância inconfundíveis, do que dão testemunho tantas paginas instrumentais, em que Fauré se mostra um dos maiores mestres de todos os tempos.
fonte: wikipédia
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