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domingo, 28 de agosto de 2011

Ser Regente - Solange Skromov


Ser Regente é saber conduzir, aprimorar e comandar toda uma equipe de intérpretes sonoros, que depositam nele (a) toda a confiança da direção qualitativa da Música. Como entender então, um (a) Regente sem o domínio da Teoria Musical, que é fator essencial para a sua direção, bem como outros conhecimentos constantemente aprimorados musicalmente. Sem essa desenvoltura Teórica, o “pseudocondutor” agirá de forma improvisada, empiricamente, podendo cometer lapsos, além de não sincronizar com o grupo, tornando- se um apêndice do mesmo, dado a desconexão.

         O (A) Regente alheio à mínima formação da estrutura musical pode correr riscos de criar personagens e trejeitos chamativos, em desacordo com a proposta da apresentação, chamando a atenção só para si e não para a peça e o grupo como um todo. A Regência, propriamente dita, não se traduz em gestos de marcação dos compassos da obra executada, a isso caberia um metrônomo eletrônico, sem sentimento e sem expressividade, o que seria também melhor substituído pela pulsação interior de seus participantes.
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Ser sensível às necessidades dos componentes do seu “Grupo – Coral”, esclarecendo- os e atendendo- os, nos ensaios e nas apresentações, de forma cordial e solidária.  Amar a Música e os participantes do Coral. Envolver- se afetivamente com cada componente.

Os Coralistas, ao contrário do Regente, não necessitam saber a parte teórica da música, pois com a sapiência de seu (ua) líder- Regente, serão conduzidos às descobertas de sons magníficos, com toda a técnica e interpretação que se tem valia. Caso o Coral seja formado, todo ele, por pessoas sensíveis, empenhadas, estudiosas de toda a parte técnica da música e também harmoniosas nos relacionamentos mútuos, este, o Coral, atingirá facilmente o ápice da sublimação sonora.

De qualquer maneira, cabe ressaltar que, a prioridade é o fruto musical, ou seja, a qualidade do som é o foco principal que vai arrancar todo o sincero aplauso do público. Figurino bonito, exibicionismos fotográficos de “Maestros”, performances e piruetas, podem até animar, mas o que dará o verdadeiro brilho da presença do Coral será sempre a qualidade da unicidade das vozes e sua esmerada interpretação em total sintonia com o(a) Regente.

“Um por todos, todos por um”.

por Solange Skromov, pianista, regente do Coral da Uesc e professora de música do NAU.

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