A
palavra crítica está definida no dicionário como ato de criticar e julgar
qualidades ou defeitos de pessoas ou produções. Dentro do mundo da dança
existem pessoas que criticam o trabalho alheio sem nem ter vivenciado pessoalmente
a situação ou algo parecido, ou se quer tentou realizar algo dentro do contexto
da dança, lamentável isso faz parte da incoerência humana.
Existem
vários tipos de crítica, a nociva, por exemplo, é característica de indivíduos
que não realizam nada importante, não encaram desafios e nem se arriscam a
mudanças. São indivíduos que se procuram exclusivamente em observar o que as
pessoas dizem, fazem e pensam para posteriormente tecerem comentários
improdutivos sobre as realizações alheias, na maioria das vezes sem fundamento,
somente baseados em suposições ou mesmo pelo prazer de criticar ou banalizar o
trabalho alheio, talvez com o intuito de valorizar o próprio trabalho. A
crítica pode ser realizada como forma de inocentar da responsabilidade da própria
ineficiência e de atribuir defeitos aos que realmente são criativos e
originais.
Nesse
tema, é oportuno ressaltar que a crítica pode ser construtiva e útil, cabe a
cada um optar entre o papel de ironizar e o de realizar. Claro que é muito
simples criticar os espetáculos, as coreografias, a escolha do tema de um
trabalho, até mesmo a técnica ou o método utilizado pelos outros profissionais,
porém não se deve esquecer que para realizar uma crítica principalmente
destrutiva é necessário no mínimo ter conhecimento e embasamento do que se critica.
Os
respeito aos trabalhos realizados pelos companheiros de profissão principalmente
em se tratando de arte é uma questão de bom senso, inteligência e segurança no
que faz. A dança permite inovações, novos métodos, ousadia, tanto na construção
de espetáculos como em sala de aula, portanto para criticar faze-se necessário
estudo e participação.

