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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Crítica - por SÔANNE MARRY


            A palavra crítica está definida no dicionário como ato de criticar e julgar qualidades ou defeitos de pessoas ou produções. Dentro do mundo da dança existem pessoas que criticam o trabalho alheio sem nem ter vivenciado pessoalmente a situação ou algo parecido, ou se quer tentou realizar algo dentro do contexto da dança, lamentável isso faz parte da incoerência humana.

            Existem vários tipos de crítica, a nociva, por exemplo, é característica de indivíduos que não realizam nada importante, não encaram desafios e nem se arriscam a mudanças. São indivíduos que se procuram exclusivamente em observar o que as pessoas dizem, fazem e pensam para posteriormente tecerem comentários improdutivos sobre as realizações alheias, na maioria das vezes sem fundamento, somente baseados em suposições ou mesmo pelo prazer de criticar ou banalizar o trabalho alheio, talvez com o intuito de valorizar o próprio trabalho. A crítica pode ser realizada como forma de inocentar da responsabilidade da própria ineficiência e de atribuir defeitos aos que realmente são criativos e originais.
            Nesse tema, é oportuno ressaltar que a crítica pode ser construtiva e útil, cabe a cada um optar entre o papel de ironizar e o de realizar. Claro que é muito simples criticar os espetáculos, as coreografias, a escolha do tema de um trabalho, até mesmo a técnica ou o método utilizado pelos outros profissionais, porém não se deve esquecer que para realizar uma crítica principalmente destrutiva é necessário no mínimo ter conhecimento e embasamento do que se critica.    
            Os respeito aos trabalhos realizados pelos companheiros de profissão principalmente em se tratando de arte é uma questão de bom senso, inteligência e segurança no que faz. A dança permite inovações, novos métodos, ousadia, tanto na construção de espetáculos como em sala de aula, portanto para criticar faze-se necessário estudo e participação.