Nasceu em Ilhéus,
na Rua 28 de Junho, atual Jorge Amado, em 31 de dezembro de 1916, filho de
Henrique Cardoso e Silva e Aurelina Weyll Cardoso e Silva. Tinha 4 irmãos do
primeiro casamento de seu pai com Virgínia Lavigne Cardoso; Félix; Edith;
Hermosa, casada com Álvaro Mello Vieira; Elza; um irmão de um relacionamento
quando seu pai ficou viúvo de Virgínia e mais três irmãos do casamento de seu
pai com Aurelina, Durval; Aurelina e Jorge. Henriquinho, como era mais conhecido era o
segundo filho do segundo casamento. Casou-se com Olga Lapa Manso com quem teve
dois filhos, Eduardo Henrique (Dudu) e Maria do Carmo (Maricá).
Em 1933, aos sete
anos, foi estudar em Salvador, no Colégio Antônio Vieira, interno, depois no Colégio
Ipiranga, em 1941 formou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Bahia.
Voltou para
Ilhéus como advogado civil e criminal, foi nomeado em 1942, Delegado de Polícia
do Termo e Comarca de Ilhéus, pelo prefeito Mário Pessoa, afastou-se do cargo
em 1943 para servir a Força Expedicionária Brasileira, foi soldado da 6ª
Companhia do 3º Regimento de Infantaria, na 2ª Guerra Mundial. Com o fim da guerra retornou a Ilhéus e
começou a sua vida política filiando-se ao partido da União Democrática
Nacional (UDN). Foi eleito vereador de 1951 - 1954, sendo eleito Presidente da
Câmara, e 1955 – 1959; elegeu-se Prefeito pela União Democrática Nacional (UDN)
de 1959 – 1963, Deputado estadual, também pela UDN, 1963 – 1967; e reelegeu-se pelo Movimento Democrático Brasileiro
(MDB) de 1967 - 1971. Foi eleito Deputado Federal, 1975 – 1979. Foi um dos
fundadores do diretório regional da UDN em Ilhéus.
Na Assembléia
Legislativa foi vice-presidente da Comissão de Redação, Revisão Legislativa e
Leis Complementares em 1967; titular das Comissões de Orçamento e Fiscalização
Financeira em 1963-1967; Educação e Cultura, Saúde, Trabalho, Bem Estar Social
e Serviços Públicos em 1969; Finanças, Orçamento e Contas em 1970; suplente das
Comissões de Educação e Cultura 1964-1965, Constituição e Justiça em 1964,
1965, 1967; Economia e Finanças em 1968; Ciência e Tecnologia, Economia e
Desenvolvimento em 1969; Educação e Cultura, Saúde, Trabalho, Bem Estar Social
e Serviços Públicos em 1970. Na Câmara Federal foi titular da Comissão de Agricultura
e Política Rural em 1975; suplente da Comissão de Redação em 1975.
Na sua
administração como prefeito de Ilhéus calçou muitas ruas, a ladeira do
Teresópolis foi uma de suas obras, reformou e construiu praças, construiu o
Mercado Municipal na Avenida 2 de Julho, que foi demolido no governo de Antônio
Olímpio, construiu a ponte sobre o canal
dos jesuítas, que liga o bairro da Barra, ao Jardim Savoia, que tem o nome de
seu pai, Ponte Henrique Cardoso e Silva, e dava muito apoio as festas populares.
Foi um dos líderes da criação do Estado de Santa
Cruz, sendo sua a autoria do projeto, que depois foi assumido pelo ex-prefeito
de Itabuna Fernando Gomes; da criação da Faculdade de Direito de Ilhéus; da
construção da ponte do Pontal e do Porto Internacional do cacau.
Henriquinho tinha
o pavio muito curto, não levava desaforo para casa, brigava com todo mundo, era
só discordar de uma opinião. Quando estudava em Salvador foi goleiro e remador do
Vitória Esporte Clube, um dia engoliu um frango e a torcida ficou gritando
frangueiro, frangueiro, ele pulou o alambrado, invadiu a arquibancada e saiu
dando porrada em todo mundo que passava em sua frente. Por causa deste pavio
curto seus inimigos políticos o apelidaram de Buck Jones, em alusão ao cowboy
do faroeste americano.
Foi condecorado
com o Diploma de Cacauicultor do Ano por Ilhéus, concedido pela Comissão
Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira – CEPLAC em 1980; diploma de
Cacauicultor do Ano, Brasil, CEPLAC em 1984; medalha do Mérito João Mangabeira,
Ordem dos Advogados do Brasil, sub-sessão de Ilhéus em 1994. No povoado de
Sambaituba, distrito de Aritaguá, em sua homenagem, deram seu nome ao grupo
escolar local, Grupo Escolar Henrique W. Cardoso e Silva.
Faleceu
em Ilhéus no dia 16 de maio de 2009. Seu corpo está enterrado no cemitério de Nossa
Senhora da Vitória.
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Alfredo Amorim é ilheense nascido e criado nessas terras, membro do Instituro Histórico de Ilhéus e observador atento das ruas da cidade.

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