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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Henrique Weyll Cardoso e Silva - por ALFREDO AMORIM


                Nasceu em Ilhéus, na Rua 28 de Junho, atual Jorge Amado, em 31 de dezembro de 1916, filho de Henrique Cardoso e Silva e Aurelina Weyll Cardoso e Silva. Tinha 4 irmãos do primeiro casamento de seu pai com Virgínia Lavigne Cardoso; Félix; Edith; Hermosa, casada com Álvaro Mello Vieira; Elza; um irmão de um relacionamento quando seu pai ficou viúvo de Virgínia e mais três irmãos do casamento de seu pai com Aurelina, Durval; Aurelina e Jorge.  Henriquinho, como era mais conhecido era o segundo filho do segundo casamento. Casou-se com Olga Lapa Manso com quem teve dois filhos, Eduardo Henrique (Dudu) e Maria do Carmo (Maricá).


                Em 1933, aos sete anos, foi estudar em Salvador, no Colégio Antônio Vieira, interno, depois no Colégio Ipiranga, em 1941 formou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Bahia.

                Voltou para Ilhéus como advogado civil e criminal, foi nomeado em 1942, Delegado de Polícia do Termo e Comarca de Ilhéus, pelo prefeito Mário Pessoa, afastou-se do cargo em 1943 para servir a Força Expedicionária Brasileira, foi soldado da 6ª Companhia do 3º Regimento de Infantaria, na 2ª Guerra Mundial.  Com o fim da guerra retornou a Ilhéus e começou a sua vida política filiando-se ao partido da União Democrática Nacional (UDN). Foi eleito vereador de 1951 - 1954, sendo eleito Presidente da Câmara, e 1955 – 1959; elegeu-se Prefeito pela União Democrática Nacional (UDN) de 1959 – 1963, Deputado estadual, também pela UDN, 1963 – 1967; e  reelegeu-se pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) de 1967 - 1971. Foi eleito Deputado Federal, 1975 – 1979. Foi um dos fundadores do diretório regional da UDN em Ilhéus.
                Na Assembléia Legislativa foi vice-presidente da Comissão de Redação, Revisão Legislativa e Leis Complementares em 1967; titular das Comissões de Orçamento e Fiscalização Financeira em 1963-1967; Educação e Cultura, Saúde, Trabalho, Bem Estar Social e Serviços Públicos em 1969; Finanças, Orçamento e Contas em 1970; suplente das Comissões de Educação e Cultura 1964-1965, Constituição e Justiça em 1964, 1965, 1967; Economia e Finanças em 1968; Ciência e Tecnologia, Economia e Desenvolvimento em 1969; Educação e Cultura, Saúde, Trabalho, Bem Estar Social e Serviços Públicos em 1970. Na Câmara Federal foi titular da Comissão de Agricultura e Política Rural em 1975; suplente da Comissão de Redação em 1975.

                Na sua administração como prefeito de Ilhéus calçou muitas ruas, a ladeira do Teresópolis foi uma de suas obras, reformou e construiu praças, construiu o Mercado Municipal na Avenida 2 de Julho, que foi demolido no governo de Antônio Olímpio,  construiu a ponte sobre o canal dos jesuítas, que liga o bairro da Barra, ao Jardim Savoia, que tem o nome de seu pai, Ponte Henrique Cardoso e Silva, e dava muito apoio as festas populares.
Foi um dos líderes da criação do Estado de Santa Cruz, sendo sua a autoria do projeto, que depois foi assumido pelo ex-prefeito de Itabuna Fernando Gomes; da criação da Faculdade de Direito de Ilhéus; da construção da ponte do Pontal e do Porto Internacional do cacau.
                Henriquinho tinha o pavio muito curto, não levava desaforo para casa, brigava com todo mundo, era só discordar de uma opinião. Quando estudava em Salvador foi goleiro e remador do Vitória Esporte Clube, um dia engoliu um frango e a torcida ficou gritando frangueiro, frangueiro, ele pulou o alambrado, invadiu a arquibancada e saiu dando porrada em todo mundo que passava em sua frente. Por causa deste pavio curto seus inimigos políticos o apelidaram de Buck Jones, em alusão ao cowboy do faroeste  americano.

                Foi condecorado com o Diploma de Cacauicultor do Ano por Ilhéus, concedido pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira – CEPLAC em 1980; diploma de Cacauicultor do Ano, Brasil, CEPLAC em 1984; medalha do Mérito João Mangabeira, Ordem dos Advogados do Brasil, sub-sessão de Ilhéus em 1994. No povoado de Sambaituba, distrito de Aritaguá, em sua homenagem, deram seu nome ao grupo escolar local, Grupo Escolar Henrique W. Cardoso e Silva.

                Faleceu em Ilhéus no dia 16 de maio de 2009. Seu corpo está enterrado no cemitério de Nossa Senhora da Vitória.


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Alfredo Amorim é ilheense nascido e criado nessas terras, membro do Instituro Histórico de Ilhéus e observador atento das ruas da cidade.


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