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| foto: Tiago Lima |
Sete espetáculos, duas intervenções urbanas, duas
danças de rua e quatro trabalhos em processo de criação compõem a programação
da 14ª edição do Quarta que Dança, que, a partir de 20 junho, promove
apresentações em todas as quartas-feiras, até 12 de setembro, em Salvador e
mais oito cidades: Alagoinhas, Bom Jesus da Lapa, Itabuna, Itacaré, Poções,
Santa Maria da Vitória, Senhor do Bonfim e Vitória da Conquista. Cada trabalho
será encenado três vezes, em locais diferentes, contabilizando 45 sessões de
uma mostra que representa um panorama contemporâneo da diversidade da produção
em Dança na Bahia.
Na data de estreia, já acontece uma apresentação no
interior: a dança de rua Síntese, do Grupo de Performances Street Vibe,
de Vitória da Conquista, que ocupará a Praça Nove de Novembro, no seu município
de origem, às 17h30. Na capital, a abertura oficial do projeto começa com a
intervenção urbana Colapso, de Ariana Andrade, no entorno do Espaço
Cultural Alagados, às 18 horas, seguida pelo espetáculo Xou, de Vanessa
Mello, no palco do centro cultural localizado no bairro do Uruguai, às 19
horas.
Ao longo das 13 semanas, em Salvador, os
espetáculos e trabalhos em processo de criação estão escalados para a Sala do
Coro do Teatro Castro Alves, Espaço Xisto Bahia, Centro Cultural Plataforma,
Cine-Teatro Solar Boa Vista, além do Espaço Cultural Alagados, que foi
acrescentado ao projeto pela primeira vez, fazendo o Quarta que Dança
chegar a diferentes territórios dentro da própria cidade. Estes espaços
culturais públicos integram a rede de parceiros, através do apoio da Diretoria
de Espaços Culturais (Sudecult/SecultBA), que se completa com a participação do
Centro de Cultura Adonias Filho (Itabuna) e o Centro de Cultura de Alagoinhas.
Há ainda os espaços privados que recebem as encenações em outras cidades. Em
todos estes locais, o valor de ingressos é de R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia). Já
as performances ao ar livre – intervenções urbanas e danças de rua – são
gratuitas e acontecem em ruas, praças, praias e até estação de trem dos
municípios.
Os 15 trabalhos que compõem o Quarta que Dança
foram selecionados dentre 91 inscritos em edital público, promovido pela
Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), unidade da Secretaria de Cultura
do Estado da Bahia (SecultBA). O interior do estado representou 13% dos
inscritos (12 dos 91 contabilizados) e 26% dos selecionados (4 dos 15 trabalhos),
com dois espetáculos (oriundos de Itacaré e Juazeiro), uma dança de rua
(oriunda de Vitória da Conquista) e um trabalho em processo de criação (de
Candeias).
O aporte financeiro para os prêmios do edital é de
R$ 106 mil, com cachê total de R$ 8 mil para cada espetáculo, R$ 6 mil para
intervenções urbanas e danças de rua e R$ 6,5 mil para os trabalhos em processo
de criação. Os proponentes de trabalhos em processo de criação também incluem
em suas propostas um profissional para acompanhar a construção do projeto e
participar de suas apresentações públicas, que serão seguidas de debates acerca
dos resultados. Isto vem garantir uma maior qualificação no desenvolvimento das
propostas, ao mesmo tempo em que amplia as possibilidades de troca geradas pelo
Quarta que Dança.
O Quarta que Dança surgiu em 1998 e, ao
longo destes anos, proporcionou a montagem de mais de 190 apresentações de
variados grupos e propostas artísticas, consolidando-se como um dos principais
mecanismos de promoção da Dança da Bahia. Desde 2007, as inscrições para
integrar a programação do projeto passaram a ser feitas exclusivamente via
edital, inicialmente em duas categorias – além dos tradicionais espetáculos de
dança, deu-se espaço para os trabalhos em processo de criação, com objetivo de
estimular o debate em torno dos processos construtivos. No ano seguinte, 2008,
as outras duas categorias foram criadas: intervenção urbana e dança de rua,
ampliando as possibilidades estéticas abrigadas e levando o Quarta que Dança
também para o ambiente urbano.
SINOPSES E SERVIÇOS DA ESTREIA DO QUARTA QUE DANÇA
2012
Quando: 20 de junho (quarta-feira)
Síntese
Sinopse: A dança de rua Síntese, do Grupo de
Performances Street Vibe, de Vitória da Conquista, reúne trabalhos
coreográficos que se apropriam dos mais variados estilos de danças urbanas e
suas variantes, tais como popping, housing, wacking, b. boying, vídeo dancing
e, ainda, as técnicas conhecidas como “feeling performance dance” (dança
desempenhada com sensibilidade). Os gêneros musicais utilizados pelos
coreógrafos são: dubstep music, glitch music (músicas especialmente projetadas
a partir de efeitos e defeitos computadorizados de áudio), RNB, house music,
hip-hop music, dentre outros, objetivando a agregação de outros ritmos,
culturas e linguagens diferenciadas para exibição exclusiva e enriquecimento
dos trabalhos coreográficos do Grupo de Performances Street Vibe. O Grupo de
Performances Street Vibe é formado por Gisele Assis, Ronne Costa e Flávio Soul.
Onde: Praça Nove de Novembro (Vitória da Conquista)
Horário: 17h30
Quanto: Gratuito
Colapso
Sinopse: A intervenção urbana Colapso, de
Ariana Andrade, de Salvador, traz em sua pesquisa de corpo uma investigação
sobre memórias e comportamentos femininos observados no cotidiano da capital
baiana, juntamente com as inquietações que a pesquisadora e performer observa
nos corpos urbanos das mulheres que nessa cidade habitam. Induzidas pelas
sedutoras ofertas que a mídia oferece, as mulheres se tornam vítimas da
ditadura da vaidade, problemáticas da psique feminina vão surgindo. A
performance expressa isso através da arte do corpo, da imagem e da videoarte. A
projeção é a extensão dos corpos que constroem diálogos e reflexões, junto ao turbilhão
de acontecimentos que circundam a mulher no tempo atual, diversas, múltiplas,
híbridas, marionetes do sistema consumista, mulheres guerreiras, rendeiras,
rezadeiras, mulheres que amam, preservam, e outras que destroem e dispersam. Colapso
surge num contexto diverso, as ruas da cidade de Salvador serviram de
laboratório de corpo e coreografia, análises de comportamentos femininos
transgressores, histéricos, exagerados, silenciosos e notáveis ganharam novas
significações no corpo da performer, reconfigurando o ambiente e levando o
público transeunte a questionamentos.
Onde: Entorno do Espaço Cultural Alagados
(Salvador)
Horário: 18h00
Quanto: Gratuito
Xou
Sinopse: O espetáculo Xou, de Vanessa Mello,
de Salvador, cria um universo cor-de-rosa – estranhamente reconhecível – que
mistura diversas referências e ícones pop, como Xuxa, programa de auditório e
conto de fada, numa coreografia que, enquanto exorciza tudo isso, mergulha num
vale de lágrimas! Catarse, criação e exorcização. Olha que tá na hora de mais
uma fornada, quem não levar agora não leva mais. Tão gostosinho, gostosinho,
gostosinho. Tá quentinho, tá quentinho, tá quentinho. O jovem ouviu o lamento
da princesa e julgou ser um náufrago aflito, subiu o rochedo, mas não viu
ninguém. Quanto mais perto chegava, no entanto, mais nitidamente ouvia uma
lamúria. Sérgio Malandro ficou impressionado.
Onde: Espaço Cultural Alagados (Salvador)
Horário: 19h00
Quanto: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia)

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