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| foto: Tacila Mendes |
Estar
inserida no Projeto Maio Mês da Dança é a grande oportunidade de mostrar
juntamente com os demais profissionais da dança de Ilhéus a nossa obra de arte
que é dançar. O Maio é uma verdadeira vitrine dos trabalhos construídos com
dedicação, amor e criatividade com o intuito de mostrar o melhor dentro das
composições realizadas com seus alunos e seguidores. Através desse projeto, criado por Maurício Corso há 20 anos, é
possível ofertar o público com coreografias que refletem a nossa cultura, além
de oportunizar os alunos de cada escola de dança as emoções que o palco oferece
de forma única em cada apresentação. Acredito que o grande objetivo do criador
do projeto sempre foi proporcionar aos dirigentes das escolas e seus alunos o
prazer de está no palco e mostrar da melhor forma possível a sua obra e ao
público um festival de belas coreografias.
Porém,
ao longo da trajetória do projeto ainda não foi dissipada algumas práticas inconsequentes
de alguns participantes, percebe-se ainda a existência elevada de preconceito
racial e sexual, desavenças causadas pelo sentimento de inveja, críticas infundadas
e falta de orientação aos alunos com relação a respeitar o trabalho alheio. São
lamentáveis algumas atitudes contraditórias de alguns dirigentes, que por
sentirem-se inferiorizadas criam situações lastimáveis. É preciso rever alguns
conceitos e, no mínimo, respeitar as manifestações artísticas elaboradas pelos
colegas, afinal está inserido num projeto como esse não é somente trabalhar
pela remuneração ou aquisição de mais alunos, mas também é dedicar-se a sua
profissão enquanto artista, educador, criador e formador de opinião.
Se
cada dirigente procurar conscientizar seus alunos e o seu público da
importância de toda e qualquer manifestação artística como um todo, o projeto
“Maio Mês da Dança” tornar-se-á uma grande ascensão da dança em Ilhéus. A falta
de bom senso e união entre os diretores das escolas leva a construção da dança
enquanto instrumento de comunicação e educação a um caminho equivocado,
causando assim, a desconstrução do objetivo da dança.
Alguns
diretores fazem questão de denegrir o trabalho de outros tanto para os alunos,
quanto para o seu público, temendo assim uma transição de seus alunos para
outras escolas, esquecendo-se de criar novos trabalhos e dedicar-se a
construção cultural de seus seguidores. Imagino que dessa forma não é possível
conseguir desenvolver-se enquanto profissional, mesmo tendo vários anos de
profissão.
Somos
todos profissionais conhecidos em Ilhéus, ou pelo tempo de trabalho ou pelas
realizações profissionais que se destacam ao longo da nossa trajetória, não se
faz necessário a exacerbar-se na concorrência pelo sucesso ou pela melhor
colocação no ranque da dança, cada profissional tem o seu estilo e características
diferentes, cada um realiza com louvor a sua proposta e constrói a sua história
sem precisar passar por cima do outro.
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Sôanne Marry é bailarina, coreógrafa e educadora física, ministra cursos e oficinas de dança na região. Todas semana ela escreve no EuVejoArte.blogspot.com sobre Dança.


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