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| foto: Dayse Cardoso |
Espetáculos,
intervenções urbanas, danças de rua e trabalhos em processo de criação estão na
pauta do dia
A programação da 14ª edição do Quarta que Dança, promovido pela
Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), unidade da Secretaria de Cultura
do Estado da Bahia (SecultBA), chega à sua terceira semana. Na próxima
quarta-feira, 4 de julho, trabalhos nas quatro categorias abarcadas pelo
projeto serão apresentados em Salvador, Bom Jesus da Lapa e Poções.
Na capital, dois trabalhos em processo de criação
são encenados em sequência no Espaço Cultural Alagados, a partir das 19 horas,
com ingresso único ao valor de R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia): Errática, de Patrícia Leal, e Pé no Chão?!, de Inah Irenam. Nesta
categoria, o público acompanha o andamento de processos criativos na concepção de
novas obras, dando espaço para o desenvolvimento de pesquisas artísticas em
dança, o que ocorre também através de um bate-papo posterior às apresentações.
Os debates são acompanhados por um profissional convidado da área, que
participa das apresentações públicas e dá suporte ao processo de construção da
coreografia.
Também em Salvador, mas em apresentações gratuitas
nas ruas, haverá a intervenção urbana Maçaroca
– Investigações Gambiárricas, de Márcio Nonato e Paula Carneiro Dias,
que percorre um caminho entre o Campo da Pólvora e o Dique do Tororó, a partir
das 11 horas, além da dança de rua Das
Ruas para Ruas, do grupo Independente de Rua, na Praça da Sé, às 16
horas.
No interior, o espetáculo Odete, Traga Meus Mortos, de Edu O. e Lucas Valentim, será
apresentado na cidade de Bom Jesus da Lapa, na Escola Modelo Luís Eduardo
Magalhães, às 19 horas, ao valor de R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia). Já o
município de Poções recebe a dança de rua Síntese, do Grupo de Performances Street Vibe, de Vitória da
Conquista, que ocupará a Praça do Divino, às 17h30, gratuita.
Sobre o Quarta
que Dança – Realizado pela Fundação Cultural do Estado da Bahia
(FUNCEB), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), o Quarta que Dança, desde 1998, vem se
configurando como um importante projeto de difusão da produção atual de dança
na Bahia, no propósito de dar visibilidade a este cenário. Nesta sua 14ª
edição, cada uma das 15 propostas selecionadas através de edital público
realizará três apresentações em locais diferentes, garantindo uma agenda
continuada de dança durante todas as quartas-feiras entre 20 de junho e 12 de
setembro.
Em 2011, o projeto foi redimensionado para além de
Salvador, chegando pela primeira aos palcos do interior, nas cidades de
Juazeiro e Paulo Afonso, o que veio a fortalecer o fomento à produção de dança
nos diversos territórios baianos. Neste ano, a presença em outros municípios
será maior: Alagoinhas, Bom Jesus da Lapa, Itabuna, Itacaré, Poções, Santa
Maria da Vitória, Senhor do Bonfim e Vitória da Conquista participam da
programação.
Espaços culturais públicos integram a rede de
parceiros, através do apoio da Diretoria de Espaços Culturais
(Sudecult/SecultBA). Na capital, contamos com o Centro Cultural Plataforma,
Cine-Teatro Solar Boa Vista, Espaço Cultural Alagados, Espaço Xisto Bahia e
Sala do Coro do Teatro Castro Alves. No interior, participam o Centro de
Cultura Adonias Filho (Itabuna) e o Centro de Cultura de Alagoinhas. Há ainda
os espaços privados que recebem as encenações em outras cidades. Em todos os
locais, o valor de ingressos é de R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia) para assistir a
espetáculos e trabalhos em processo de criação, cujo desenvolvimento é
compartilhado com o público numa conversa sobre as pesquisas após as
apresentações.
O projeto ainda conta, desde 2007, com uma
programação que avança pelo ambiente urbano. Ruas, praças, praias e uma estação
de trem vão ser ocupadas por dança de rua e intervenções urbanas, fortalecendo
a diversidade de formatos e ampliando o acesso do público a apresentações de
dança, em performances gratuitas.
SINOPSES E SERVIÇOS QUARTA QUE DANÇA 2012
Semana 3: 4 de julho (quarta-feira)
Realização: FUNCEB/ SecultBA
Informações: www.funceb.ba.gov.br
| Blog: www.quartaquedanca2012.blogspot.com.br
Das Ruas para Ruas
Dança de rua
De: Independente de Rua
Origem: Salvador
Sinopse: A apresentação trabalha com as técnicas da
dança de rua, popping locking e breaking e outras técnicas como o contacto e
contemporâneo, com a coreografia direcionada a músicas nacionais remixadas. O
grupo Independente de Rua articulou-se a partir da roda de break no Centro
Histórico, onde é sua casa e local fixo de ensaios, treinos, aulas,
intercâmbio, palestras e apresentações. “Das Ruas para Ruas” é o reconhecimento
e comemoração de seus 10 anos de trabalho na Praça da Sé e bairros de Salvador,
sempre com o intuito de fortalecer e ampliar a dança de rua, dando a ela
visibilidade e garantindo a sua originalidade. Nascida nas ruas, crescida nas
ruas e permanece nas ruas.
Onde: Praça da Sé (Salvador)
Horário: 16h00
Quanto: Gratuito
Errática
Trabalho em processo de criação
De: Patrícia Leal
Origem: Salvador
Sinopse: Errática
pressupõe o imprevisível, o erro, o desconfigurar, reconstruir,
recontextualizar. Propõe a memória em relações múltiplas; consigo, com
tempos-espaços, com ambiências, com o outro. Presentifica, transforma por meio
do eterno esboço, risco, flou. Pressupõe modelos estéticos, pedagógicos,
econômicos em dança contemporânea repensados, abertos, discutidos,
reconfigurados. Faz uma escolha pelo que permanece de forma errática, opõe-se à
ilusão consumista do capital, permite a fruição em profundidade do que leva
tempo para entranhar-se e se estranha, se encontra, se enamora, esquece.
Saboreia, revela, configura, distorce, modifica, perene. ...para poder lembrar
na escolha por errar, de que matéria é feita a dança.
Onde: Espaço Cultural Alagados (Salvador)
Horário: 19h00
Quanto: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia)
Maçaroca – Investigações Gambiárricas
Intervenção urbana
De: Márcio Nonato e Paula Carneiro Dias
Origem: Salvador
Sinopse: MAÇAROCA: s.f. Pequena bobina sobre a qual
a fiandeira enrola o fio./ Espiga de milho./ Canudo de cabelos que apresenta a
forma de uma espiga de milho./ Molho, feixe./ Porção de tripas enroladas e
amarradas para vender./ Fig. Enredo, maranha./ A extremidade cabeluda da cauda
dos bovinos./ Bola de crinas embaraçadas na cauda dos cavalos./ Duas pessoas
escorrendo emaranhadas ladeira abaixo.
Onde: Campo da Pólvora ao Dique do Tororó
(Salvador)
Horário: 11h00
Quanto: Gratuito
Odete, Traga Meus Mortos
Espetáculo
De: Edu O. e Lucas Valentim
Origem: Salvador
Sinopse: “Os Outros: o melhor de mim sou Eles” –
Manoel de Barros. Ao chegarmos a algum lugar, chegamos carregados de passado,
de experiências vividas durante toda a vida e, até mais, trazemos nossos
antepassados, histórias de família, de lugares, de sonhos... Nos pés ficam os
calos e o pó da terra por onde caminhamos. Na mente ficam registradas as
imagens, os odores, os sons, as histórias que encontramos em cada esquina, em
cada rua, casa, monumento, pessoa. Somos feitos de encontros. A todo momento
somos preenchidos de outros. Um outro que muitas vezes desconhecemos, mas que
nos afeta e que nós afetamos também. Informações que vão sendo nosso corpo – na
postura, no modo de andar, comer, falar, gesticular, enfim, no nosso modo de
agir. O lugar do outro em nossas vidas, nossos mortos (pessoas e situações
passadas) marcando nossos corpos, sendo-nos. Tudo reverberando em nós até mesmo
quando a memória não está sendo atualizada.
Onde: Escola Modelo Luís Eduardo Magalhães (Bom
Jesus da Lapa)
Horário: 19h00
Quanto: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia)
Pé no Chão?!
Trabalho em processo de criação
De: Inah Irenam
Origem: Salvador
Sinopse: Em relação à origem e à constante mudança
do pagode baiano, em termos musicais, Pé
no Chão?! surge como um ponto desafiador para a mesma relação, só que em
termos de danças populares. É um espetáculo em processo que tem como base de
pesquisa o samba de caboclo e o samba de roda, e de qual forma essas duas
manifestações de danças populares influenciaram/influenciam as movimentações do
pagode baiano.
Onde: Espaço Cultural Alagados (Salvador)
Horário: 19h00
Quanto: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia)
Síntese
Dança de rua
De: Grupo de Performances Street Vibe
Origem: Vitória da Conquista
Sinopse: Os trabalhos coreográficos de Síntese se apropriam dos mais
variados estilos de danças urbanas e suas variantes, tais como popping,
housing, wacking, b. boying, vídeo dancing e, ainda, as técnicas conhecidas
como “feeling performance dance” (dança desempenhada com sensibilidade). Os
gêneros musicais utilizados pelos coreógrafos são: dubstep music, glitch music
(músicas especialmente projetadas a partir de efeitos e defeitos
computadorizados de áudio), RNB, house music, hip-hop music, dentre outros, objetivando
a agregação de outros ritmos, culturas e linguagens diferenciadas para exibição
exclusiva e enriquecimento dos trabalhos coreográficos do Grupo de Performances
Street Vibe.
Onde: Praça do Divino (Poções)
Horário: 17h30
Quanto: Gratuito

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