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| foto: Luna Blue |
A programação da 14ª edição do Quarta que Dança, promovido pela Fundação
Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), unidade da Secretaria de Cultura do
Estado da Bahia (SecultBA), chega à sua quarta semana. Na próxima quarta-feira,
11 de julho, seis trabalhos realizados por artistas e grupos de diferentes
origens dentro da Bahia serão apresentados em Salvador, Alagoinhas e Itacaré.
Na capital, dois trabalhos em
processo de criação são encenados em sequência no Centro Cultural Plataforma, a
partir das 20 horas, com ingresso único ao valor de R$ 2 (inteira) e R$ 1
(meia): Dança das Palavras, de Jean
Souza, oriundo de Candeias, e Danço Som,
de Juana Navarro e Cia. Gueri-gueri, de Salvador. Nesta categoria, o público
acompanha o andamento de processos criativos na concepção de novas obras, dando
espaço para o desenvolvimento de pesquisas artísticas em dança, o que ocorre
também através de um bate-papo posterior às apresentações. Os debates são
acompanhados por um profissional convidado da área, que participa das
apresentações públicas e dá suporte ao processo de construção da coreografia.
Também em Salvador, dois projetos
fazem sua terceira e última apresentação dentro do Quarta que Dança 2012, finalizando sua passagem na programação e
dando ao público mais uma oportunidade de conferi-los: a intervenção urbana Colapso, de Ariana Andrade, será
encenada na estação de trem da Calçada, às 16 horas, numa performance
gratuita, e o espetáculo Xou, de
Vanessa Mello, ocupa o palco do Cine-Teatro Solar Boa Vista, às 20 horas, com ingressos a R$ 2 (inteira) e R$ 1
(meia).
Já os espetáculos De Dentro, da Qualquer Um dos 2 Cia. de
Dança, de Juazeiro, vai para Alagoinhas, onde se apresenta no Centro de Cultura
de Alagoinhas, às 20 horas, e Os Filhos
dos Contos, de Verusya Correia, faz sessão também às 20 horas na sua cidade
de origem, Itacaré, no Espaço Cultural Tribo do Porto. Os ingressos também
custam R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia).
Sobre o Quarta que Dança – Realizado pela Fundação Cultural
do Estado da Bahia (FUNCEB), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do
Estado (SecultBA), o Quarta que Dança,
desde 1998, vem se configurando como um importante projeto de difusão da
produção atual de dança na Bahia, no propósito de dar visibilidade a este
cenário. Nesta sua 14ª edição, cada uma das 15 propostas selecionadas através de
edital público realizará três apresentações em locais diferentes, garantindo
uma agenda continuada de dança durante todas as quartas-feiras entre 20 de
junho e 12 de setembro.
Em 2011, o projeto foi
redimensionado para além de Salvador, chegando pela primeira aos palcos do
interior, nas cidades de Juazeiro e Paulo Afonso, o que veio a fortalecer o
fomento à produção de dança nos diversos territórios baianos. Neste ano, a
presença em outros municípios será maior: Alagoinhas, Bom Jesus da Lapa,
Itabuna, Itacaré, Poções, Santa Maria da Vitória, Senhor do Bonfim e Vitória da
Conquista participam da programação.
Espaços culturais públicos
integram a rede de parceiros, através do apoio da Diretoria de Espaços
Culturais (Sudecult/SecultBA). Na capital, contamos com o Centro Cultural
Plataforma, Cine-Teatro Solar Boa Vista, Espaço Cultural Alagados, Espaço Xisto
Bahia e Sala do Coro do Teatro Castro Alves. No interior, participam o Centro
de Cultura Adonias Filho (Itabuna) e o Centro de Cultura de Alagoinhas. Há
ainda os espaços privados que recebem as encenações em outras cidades. Em todos
os locais, o valor de ingressos é de R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia) para assistir
a espetáculos e trabalhos em processo de criação, cujo desenvolvimento é
compartilhado com o público numa conversa sobre as pesquisas após as
apresentações.
O projeto ainda conta, desde 2007,
com uma programação que avança pelo ambiente urbano. Ruas, praças, praias e uma
estação de trem vão ser ocupadas por dança de rua e intervenções urbanas, fortalecendo
a diversidade de formatos e ampliando o acesso do público a apresentações de
dança, em performances gratuitas.
SINOPSES E SERVIÇOS QUARTA QUE DANÇA 2012
Semana 4: 11
de julho (quarta-feira)
Realização: FUNCEB/ SecultBA
Informações: www.funceb.ba.gov.br | Blog: www.quartaquedanca2012. blogspot.com.br
Dança das Palavras
Trabalho em Processo
de Criação
De: Jean
Souza
Origem: Candeias
Sinopse: Dançar a palavra¹: a fala, o pensamento da/sobre a
palavra² a ser dita é a dança¹! Portanto, pensar¹, escolher a palavra³ é a
dança²! Procuramos espaços e configurações cênicas entre pensar² a palavra e
escrevê-la e fazê-la ter sentido ou não tê-lo, e se relacionar com o mundo ao
redor. O processo tem suas primeiras ignições criativas no ambiente acadêmico:
na apreciação de conferências, defesas de mestrados, na apresentação de
Trabalhos de Conclusão de Cursos ou Estágios – TCC/TCE: corpo e palavra se afeiçoam,
se organizam, entrecruzam, colapsam para ganhar sentido. Pari passou e nesse
lugar, palimpsesticamente, vemos a dança das palavras inaugurando pensamentos,
dilatando, costurando, procurando e formatando encruzilhadas para fazer-se
conhecimento... (mais duas laudas resumo isso). Mais que uma crítica nociva, é
uma homenagem ao esforço e trajetória do indivíduo que se lança ao desejo de
conhecer, de experimentar, colaborar com o saber, com a produção de
conhecimento no ambiente/esfera acadêmico: como do/no corpo nasce (se organiza)
um texto. Há nesse espaço-texto a fecunda forca/ignição/força de/para a criação
artística.
P.S.: Não se pode vilip. o
histco. curricular dos envolvidos nessa prop. Acad.-artística!
Onde: Centro Cultural Plataforma
(Salvador)
Quando: 11 de julho, quarta-feira, 20h00
Quanto: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia)
Danço Som
Trabalho em Processo
de Criação
De: Juana Navarro / Cia. Gueri-gueri
Origem: Salvador
Sinopse: Vem
comigo e repete: – Danço som, danço som, danço som. Tira agora a vírgula e fala
sem parar, como um mantra. Isso, fala mais alto, fala olhando pra frente,
diante de um espelho. Depois, assim que você disser “danço”, você bate uma
palma, e logo após dizer “som”, bata um pé inteiro no chão. Conseguiu? Aí, você
já fez um som e pode fazer com outra pessoa! Agora imagina um grupo grande
fazendo o mesmo, uns no tempo e outros no contratempo. Danço Som: – A gente compõe uma dança, ou dança um som? A gente
coreografa uma música ou compomos uma dança? É o que vamos fazer o tempo todo, nos
questionar em cena e tentar responder, através dos nossos sons. Utilizaremos
nosso corpo todo e teremos a ajuda de sapatos de sapateado, sapatos diversos,
latas, água, areia, papel, bancos, entre outros tantos. Passearemos por muitos
ritmos: samba, funk, jazz, arrocha, maracatu, swing, para nos ajudar a tentar
responder essa questão, ou não! Estamos numa busca de sons, dos mais diversos.
Onde: Centro Cultural Plataforma
(Salvador)
Quando: 11 de julho, quarta-feira, 20h00
Quanto: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia)
Colapso
Intervenção Urbana
De: Ariana Andrade
Origem: Salvador
Sinopse: A intervenção urbana Colapso, de Ariana Andrade, de Salvador,
traz em sua pesquisa de corpo uma investigação sobre memórias e comportamentos
femininos observados no cotidiano da capital baiana, juntamente com as
inquietações que a pesquisadora e performer observa nos corpos urbanos das
mulheres que nessa cidade habitam. Induzidas pelas sedutoras ofertas que a
mídia oferece, as mulheres se tornam vítimas da ditadura da vaidade, problemáticas
da psique feminina vão surgindo. A performance expressa isso através da arte do
corpo, da imagem e da videoarte. A projeção é a extensão dos corpos que
constroem diálogos e reflexões, junto ao turbilhão de acontecimentos que
circundam a mulher no tempo atual, diversas, múltiplas, híbridas, marionetes do
sistema consumista, mulheres guerreiras, rendeiras, rezadeiras, mulheres que
amam, preservam, e outras que destroem e dispersam. Colapso surge num contexto diverso, as ruas da cidade de Salvador serviram
de laboratório de corpo e coreografia, análises de comportamentos femininos
transgressores, histéricos, exagerados, silenciosos e notáveis ganharam novas
significações no corpo da performer, reconfigurando o ambiente e levando o
público transeunte a questionamentos.
Onde: Estação de trem da Calçada
(Salvador)
Horário: 11 de julho, quarta-feira, 16h00
Quanto: Gratuito
Xou
Espetáculo
De: Vanessa Mello
Origem: Salvador
Sinopse: O espetáculo Xou, de Vanessa Mello, de Salvador, cria um universo cor-de-rosa –
estranhamente reconhecível – que mistura diversas referências e ícones pop,
como Xuxa, programa de auditório e conto de fada, numa coreografia que,
enquanto exorciza tudo isso, mergulha num vale de lágrimas! Catarse, criação e
exorcização. Olha que tá na hora de mais uma fornada, quem não levar agora não
leva mais. Tão gostosinho, gostosinho, gostosinho. Tá quentinho, tá quentinho,
tá quentinho. O jovem ouviu o lamento da princesa e julgou ser um náufrago
aflito, subiu o rochedo, mas não viu ninguém. Quanto mais perto chegava, no
entanto, mais nitidamente ouvia uma lamúria. Sérgio Malandro ficou
impressionado.
Onde: Cine-Teatro Solar Boa Vista
(Salvador)
Horário: 11 de julho, quarta-feira, 20h00
Quanto: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia)
De Dentro
Espetáculo
De: Qualquer Um dos 2 Cia. de Dança
Origem: Juazeiro
Sinopse: O
espetáculo parte da ideia metafísica atual, de que é de dentro que tudo inicia,
que tudo se transforma, e que o homem é modificado de dentro pra fora. Diante
dos desafios contemporâneos, não podemos descartar a relação inversa, posto que
de fora também pode influenciar e modificar o dentro. A coreografia amplia a
percepção que cada um tem de si numa análise permanente desse ciclo criativo,
de dentro pra fora e de fora pra dentro, revelando o homem criatura. De Dentro é sensações, possibilidades de
movimentos em que o homem se transforma e transforma, a partir das suas
relações com o meio sem se reduzir a um único conceito.
Onde: Centro de Cultura de Alagoinhas (Alagoinhas)
Horário: 11 de julho, quarta-feira, 20h00
Quanto: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia)
Os Filhos dos Contos
Espetáculo
De: Verusya Correia
Origem: Itacaré
Sinopse: “Fazer
com que o jogo volte à sua vocação puramente profana é uma tarefa política” –
AGAMBEN, G. O samba começa cedo, bebe-se à vontade. Quem é o bicho, hoje? Quem
é o caçador? O Bicho Caçador percorre as ruas de Itacaré; o bater das palmas,
os cantos e contos compõem a trilha, a meia lua se forma, as portas das casas
se abrem para recebê-lo. Nesta rede de movimentos, cada cena trabalha zonas de
tensão – entre público e privado, entre luminoso e opaco, entre
espetacularização e resistência. Os
Filhos dos Contos é um espetáculo realizado a partir da colaboração da
coreógrafa Verusya Correia e integrantes da Associação Cultural Tribo do Porto
e integrantes do grupo A-rrisca Cia. de Dança.
Onde: Espaço
Cultural Tribo do Porto (Itacaré)
Horário: 11 de julho, quarta-feira, 20h00
Quanto: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia)

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