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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Itacaré recebe Quarta que Dança

foto: Luna Blue
A programação da 14ª edição do Quarta que Dança, promovido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), unidade da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), chega à sua quarta semana. Na próxima quarta-feira, 11 de julho, seis trabalhos realizados por artistas e grupos de diferentes origens dentro da Bahia serão apresentados em Salvador, Alagoinhas e Itacaré.

Na capital, dois trabalhos em processo de criação são encenados em sequência no Centro Cultural Plataforma, a partir das 20 horas, com ingresso único ao valor de R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia): Dança das Palavras, de Jean Souza, oriundo de Candeias, e Danço Som, de Juana Navarro e Cia. Gueri-gueri, de Salvador. Nesta categoria, o público acompanha o andamento de processos criativos na concepção de novas obras, dando espaço para o desenvolvimento de pesquisas artísticas em dança, o que ocorre também através de um bate-papo posterior às apresentações. Os debates são acompanhados por um profissional convidado da área, que participa das apresentações públicas e dá suporte ao processo de construção da coreografia.


Também em Salvador, dois projetos fazem sua terceira e última apresentação dentro do Quarta que Dança 2012, finalizando sua passagem na programação e dando ao público mais uma oportunidade de conferi-los: a intervenção urbana Colapso, de Ariana Andrade, será encenada na estação de trem da Calçada, às 16 horas, numa performance gratuita, e o espetáculo Xou, de Vanessa Mello, ocupa o palco do Cine-Teatro Solar Boa Vista, às 20 horas, com ingressos a R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia).

Já os espetáculos De Dentro, da Qualquer Um dos 2 Cia. de Dança, de Juazeiro, vai para Alagoinhas, onde se apresenta no Centro de Cultura de Alagoinhas, às 20 horas, e Os Filhos dos Contos, de Verusya Correia, faz sessão também às 20 horas na sua cidade de origem, Itacaré, no Espaço Cultural Tribo do Porto. Os ingressos também custam R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia).

Sobre o Quarta que Dança – Realizado pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), o Quarta que Dança, desde 1998, vem se configurando como um importante projeto de difusão da produção atual de dança na Bahia, no propósito de dar visibilidade a este cenário. Nesta sua 14ª edição, cada uma das 15 propostas selecionadas através de edital público realizará três apresentações em locais diferentes, garantindo uma agenda continuada de dança durante todas as quartas-feiras entre 20 de junho e 12 de setembro.

Em 2011, o projeto foi redimensionado para além de Salvador, chegando pela primeira aos palcos do interior, nas cidades de Juazeiro e Paulo Afonso, o que veio a fortalecer o fomento à produção de dança nos diversos territórios baianos. Neste ano, a presença em outros municípios será maior: Alagoinhas, Bom Jesus da Lapa, Itabuna, Itacaré, Poções, Santa Maria da Vitória, Senhor do Bonfim e Vitória da Conquista participam da programação.

Espaços culturais públicos integram a rede de parceiros, através do apoio da Diretoria de Espaços Culturais (Sudecult/SecultBA). Na capital, contamos com o Centro Cultural Plataforma, Cine-Teatro Solar Boa Vista, Espaço Cultural Alagados, Espaço Xisto Bahia e Sala do Coro do Teatro Castro Alves. No interior, participam o Centro de Cultura Adonias Filho (Itabuna) e o Centro de Cultura de Alagoinhas. Há ainda os espaços privados que recebem as encenações em outras cidades. Em todos os locais, o valor de ingressos é de R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia) para assistir a espetáculos e trabalhos em processo de criação, cujo desenvolvimento é compartilhado com o público numa conversa sobre as pesquisas após as apresentações.

O projeto ainda conta, desde 2007, com uma programação que avança pelo ambiente urbano. Ruas, praças, praias e uma estação de trem vão ser ocupadas por dança de rua e intervenções urbanas, fortalecendo a diversidade de formatos e ampliando o acesso do público a apresentações de dança, em performances gratuitas.


SINOPSES E SERVIÇOS QUARTA QUE DANÇA 2012
Semana 4: 11 de julho (quarta-feira)
Realização: FUNCEB/ SecultBA

Dança das Palavras
Trabalho em Processo de Criação
De: Jean Souza
Origem: Candeias
Sinopse: Dançar a palavra¹: a fala, o pensamento da/sobre a palavra² a ser dita é a dança¹! Portanto, pensar¹, escolher a palavra³ é a dança²! Procuramos espaços e configurações cênicas entre pensar² a palavra e escrevê-la e fazê-la ter sentido ou não tê-lo, e se relacionar com o mundo ao redor. O processo tem suas primeiras ignições criativas no ambiente acadêmico: na apreciação de conferências, defesas de mestrados, na apresentação de Trabalhos de Conclusão de Cursos ou Estágios – TCC/TCE: corpo e palavra se afeiçoam, se organizam, entrecruzam, colapsam para ganhar sentido. Pari passou e nesse lugar, palimpsesticamente, vemos a dança das palavras inaugurando pensamentos, dilatando, costurando, procurando e formatando encruzilhadas para fazer-se conhecimento... (mais duas laudas resumo isso). Mais que uma crítica nociva, é uma homenagem ao esforço e trajetória do indivíduo que se lança ao desejo de conhecer, de experimentar, colaborar com o saber, com a produção de conhecimento no ambiente/esfera acadêmico: como do/no corpo nasce (se organiza) um texto. Há nesse espaço-texto a fecunda forca/ignição/força de/para a criação artística.
P.S.: Não se pode vilip. o histco. curricular dos envolvidos nessa prop. Acad.-artística!
Onde: Centro Cultural Plataforma (Salvador)
Quando: 11 de julho, quarta-feira, 20h00
Quanto: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia)

Danço Som
Trabalho em Processo de Criação
De: Juana Navarro / Cia. Gueri-gueri
Origem: Salvador
Sinopse: Vem comigo e repete: – Danço som, danço som, danço som. Tira agora a vírgula e fala sem parar, como um mantra. Isso, fala mais alto, fala olhando pra frente, diante de um espelho. Depois, assim que você disser “danço”, você bate uma palma, e logo após dizer “som”, bata um pé inteiro no chão. Conseguiu? Aí, você já fez um som e pode fazer com outra pessoa! Agora imagina um grupo grande fazendo o mesmo, uns no tempo e outros no contratempo. Danço Som: – A gente compõe uma dança, ou dança um som? A gente coreografa uma música ou compomos uma dança? É o que vamos fazer o tempo todo, nos questionar em cena e tentar responder, através dos nossos sons. Utilizaremos nosso corpo todo e teremos a ajuda de sapatos de sapateado, sapatos diversos, latas, água, areia, papel, bancos, entre outros tantos. Passearemos por muitos ritmos: samba, funk, jazz, arrocha, maracatu, swing, para nos ajudar a tentar responder essa questão, ou não! Estamos numa busca de sons, dos mais diversos.
Onde: Centro Cultural Plataforma (Salvador)
Quando: 11 de julho, quarta-feira, 20h00
Quanto: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia)

Colapso
Intervenção Urbana
De: Ariana Andrade
Origem: Salvador
Sinopse: A intervenção urbana Colapso, de Ariana Andrade, de Salvador, traz em sua pesquisa de corpo uma investigação sobre memórias e comportamentos femininos observados no cotidiano da capital baiana, juntamente com as inquietações que a pesquisadora e performer observa nos corpos urbanos das mulheres que nessa cidade habitam. Induzidas pelas sedutoras ofertas que a mídia oferece, as mulheres se tornam vítimas da ditadura da vaidade, problemáticas da psique feminina vão surgindo. A performance expressa isso através da arte do corpo, da imagem e da videoarte. A projeção é a extensão dos corpos que constroem diálogos e reflexões, junto ao turbilhão de acontecimentos que circundam a mulher no tempo atual, diversas, múltiplas, híbridas, marionetes do sistema consumista, mulheres guerreiras, rendeiras, rezadeiras, mulheres que amam, preservam, e outras que destroem e dispersam. Colapso surge num contexto diverso, as ruas da cidade de Salvador serviram de laboratório de corpo e coreografia, análises de comportamentos femininos transgressores, histéricos, exagerados, silenciosos e notáveis ganharam novas significações no corpo da performer, reconfigurando o ambiente e levando o público transeunte a questionamentos.
Onde: Estação de trem da Calçada (Salvador)
Horário: 11 de julho, quarta-feira, 16h00
Quanto: Gratuito

Xou
Espetáculo
De: Vanessa Mello
Origem: Salvador
Sinopse: O espetáculo Xou, de Vanessa Mello, de Salvador, cria um universo cor-de-rosa – estranhamente reconhecível – que mistura diversas referências e ícones pop, como Xuxa, programa de auditório e conto de fada, numa coreografia que, enquanto exorciza tudo isso, mergulha num vale de lágrimas! Catarse, criação e exorcização. Olha que tá na hora de mais uma fornada, quem não levar agora não leva mais. Tão gostosinho, gostosinho, gostosinho. Tá quentinho, tá quentinho, tá quentinho. O jovem ouviu o lamento da princesa e julgou ser um náufrago aflito, subiu o rochedo, mas não viu ninguém. Quanto mais perto chegava, no entanto, mais nitidamente ouvia uma lamúria. Sérgio Malandro ficou impressionado.
Onde: Cine-Teatro Solar Boa Vista (Salvador)
Horário: 11 de julho, quarta-feira, 20h00
Quanto: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia)

De Dentro
Espetáculo
De: Qualquer Um dos 2 Cia. de Dança
Origem: Juazeiro
Sinopse: O espetáculo parte da ideia metafísica atual, de que é de dentro que tudo inicia, que tudo se transforma, e que o homem é modificado de dentro pra fora. Diante dos desafios contemporâneos, não podemos descartar a relação inversa, posto que de fora também pode influenciar e modificar o dentro. A coreografia amplia a percepção que cada um tem de si numa análise permanente desse ciclo criativo, de dentro pra fora e de fora pra dentro, revelando o homem criatura. De Dentro é sensações, possibilidades de movimentos em que o homem se transforma e transforma, a partir das suas relações com o meio sem se reduzir a um único conceito.
Onde: Centro de Cultura de Alagoinhas (Alagoinhas)
Horário: 11 de julho, quarta-feira, 20h00
Quanto: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia)

Os Filhos dos Contos
Espetáculo
De: Verusya Correia
Origem: Itacaré
Sinopse: “Fazer com que o jogo volte à sua vocação puramente profana é uma tarefa política” – AGAMBEN, G. O samba começa cedo, bebe-se à vontade. Quem é o bicho, hoje? Quem é o caçador? O Bicho Caçador percorre as ruas de Itacaré; o bater das palmas, os cantos e contos compõem a trilha, a meia lua se forma, as portas das casas se abrem para recebê-lo. Nesta rede de movimentos, cada cena trabalha zonas de tensão – entre público e privado, entre luminoso e opaco, entre espetacularização e resistência. Os Filhos dos Contos é um espetáculo realizado a partir da colaboração da coreógrafa Verusya Correia e integrantes da Associação Cultural Tribo do Porto e integrantes do grupo A-rrisca Cia. de Dança.
Onde: Espaço Cultural Tribo do Porto (Itacaré)
Horário: 11 de julho, quarta-feira, 20h00
Quanto: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia)

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