Escritores de poesia e de ficção se encontram para
um bate-papo com o público na primeira edição do projeto Fazer Poesia e Ficção na Bahia, que
promove uma discussão centrada na produção e na importância destes gêneros para
a literatura baiana. Os debates, que têm entrada gratuita, acontecem no
Cine-Teatro Solar Boa Vista (Engenho Velho de Brotas), em dois momentos:
primeiro foi o Fazer Poesia na Bahia,
já realizado no dia 4 de julho, e, agora, vem o Fazer Ficção na Bahia, que ocorre na próxima terça-feira, 17 de
julho, às 18 horas. A iniciativa celebra o Dia Nacional do Escritor (25 de
julho) e se dedica ao reconhecimento e valorização daqueles que criam escritos
artísticos no estado.
A proposta é de reunir representantes de gerações e
atuações diversas, iniciantes e consagrados, para um olhar amplo sobre o que se
faz em poesia e ficção, das páginas de livros aos blogs, trazendo também uma
perspectiva histórica e contextual sobre as questões que se apresentam na atualidade.
Temáticas, estéticas, formatos, mercado, consumo, experiências, possibilidades
– as pautas se desenvolvem diante destes grandes universos criativos, para uma
análise da atividade artística e do posicionamento destas produções na
realidade cultural da Bahia.
Para o encontro Fazer Ficção na Bahia, estarão presentes Állex Leilla (autora de
romances, contos e novelas, doutora em Literatura, professora da Universidade
Estadual de Feira de Santana, participa da antologia 25 Mulheres que Estão Fazendo a Nova Literatura Brasileira,
publicada em 2004 pela Editora Record), Laura Castro (premiada com a bolsa
Funarte de criação literária, transformou textos publicados em blog no
livro Cabidela: Bloco de Notas,
lançado ano passado), Mariana Paiva (também jornalista e mestranda em Cultura e
Sociedade, lançou seu primeiro livro, Barroca,
de crônicas poéticas, em 2011) e Tom Correia (reconhecido ficcionista,
autor de livros como Sob um Céu de
Gris Profundo, editado com apoio de edital da Fundação Pedro Calmon, vinculada
à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia), mediados por Luciene Azevedo,
doutora em Literatura Comparada, professora do Instituto de Letras da
Universidade Federal da Bahia, pesquisadora de prosa literária latino-americana
a partir dos anos 1990.

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