| foto: Felipe de Paula |
“Inclusão Social – do local para o
global” será o assunto do Improviso,
Oxente! desta terça-feira (14). A partir das 19 horas, o projeto de debates
recebe o professor e ambientalista Rui Rocha.
Com o tema geral: “A cidade é movida pela cultura”, esta edição é
produto da parceria entre o Teatro Popular de Ilhéus (TPI) e o Instituto Nossa
Ilhéus, que deseja construir um projeto para o município com a sociedade em
geral. “O resultado das discussões será transformado em um livro, que será
entregue ao prefeito eleito”, informou o diretor do TPI, Romualdo Lisboa. A
entrada é franca.
No último encontro do Improviso, Oxente!, o assunto da
discussão foi “Uso Sustentável dos bens naturais comuns” e o especialista
convidado foi o professor José Adolfo. Ele usou como base para sua fala o
artigo “A tragédia dos bens comuns”, escrito pelo ecologista norte-americano
Garret Hardin, em 1968. José Adolfo falou sobre o conflito entre interesses individuais e o bem
comum no uso de recursos não renováveis.
De acordo
com o professor, em pouco mais de 100 anos, a
população mundial cresceu sete vezes, enquanto os recursos naturais continuam
os mesmos. “O uso de energia foi multiplicado por 10. Por isso, hoje temos
graves problemas de água, espaço e qualidade do ar. Precisamos pensar em novas
formas de gestão coletiva, pois temos a qualidade de nossa sobrevivência
ameaçada”, destacou José Adolfo, cuja formação acadêmica é na área de
Engenharia Agrícola.
Para o convidado do último Improviso, Oxente!, o nível de
crescimento populacional de Ilhéus está no limite para se tornar insustentável.
O desmatamento para a ocupação de novas áreas e o povoamento das encostas podem
causar grandes desastres naturais que atingirão as pessoas diretamente. “A
tendência é que as mudanças climáticas serão ainda mais extremas, com longos
períodos de seca e chuva. Se Ilhéus enfrentar uma grande chuva, a tendência é
que os morros desabem como vem acontecendo no Rio de Janeiro”, disse.
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