Na data de 2 de dezembro, dia nacional do samba, acontecerá em Ilhéus, uma comemoração no Clube do Samba, na Rua Aliança, n. 51,
bairro da Conquista. A casa de confraria que memora o cantor e intérprete
ilheense, Joãozinho Alfaitate, será palco de grandes shows. O presidente do
Clube do Samba, Jorge Ivan, filho de Joãozinho Alfaiate, convida a todos
apreciadores para essa grande festa, a partir das 13hs, impreterivelmente. Na
ocasião, músicos como Herval Lemos, Cláudio Vieira, Sérgio Nogueira, entre
outros, participarão do show que se seguirá até às 18 horas. A entrada é de dez
reais.
Há mais de cinco anos músicos, sambistas, cantores, compositores e intérpretes de Ilhéus têm se reunido na casa para fazer música elevada de alta qualidade sonora. O samba, raiz da Música Popular Brasileira, é o grande atrativo de admiradores, entre artistas, agentes culturais, poetas e adeptos.
Podemos citar canções como “As Meninas de Batom”, composição de Herval Lemos, “Dias de Samba” e “Salve Salvador”, de Sérgio Nogueira, “Bang bang” de Gil Lucas, “Mandinga”, de Cláudio Vieira, como obras que resultaram dos encontros sambistas, e que, aos seus modos narram, traduzem e guardam a memória das pessoas, emoções e sentimentos despertados durante as inspirações poéticas musicadas.
O Clube do Samba é assim, um acontecimento onde você sente a identidade cultural brasileira, onde você se sente bem.
Um pouco de História
O Clube do Samba é uma casa de confraria formada no
ano de 2007, em homenagem ao ilustre cantor e intérprete ilheense, Joãozinho
Alfaiate (in memoriam), natural de Ilhéus e nascido em 8 de marco de 1929.
Joãozinho era músico de rua e costumava tocar bolero e samba nos bares da
cidade, geralmente no Bar de Treita da Avenida Itabuna, no Bar Capixabinha do
bairro da Conquista e na Maré Mansa, da Cachoeira do Roça. Casou-se com Lélia
Rodriguez Araújo, com quem teve sete filhos, e, junto com seus contemporâneos,
formou um grupo de seresta marcando a história do samba na cidade.
A “Velha Guarda” pode ser lembrada em Ilhéus por
nomes de músicos como os de Seu Gordura (in memoriam), considerado o mestre de
todos os cantores, e Odraude, personalidade que vivenciou a época em que o
bolero, a seresta e o samba se misturavam nas cantorias e salões da década de
1950 em diante. Assim acontecia o samba mesclado com outros ritmos nos bailes
dançantes do antigo “Berro D’água”, onde é hoje Hotel Opaba, no Pontal, em
Ilhéus.
Músicos como Mão Branca, Antônio Muniz, Clovis Farias e Assis, eram contemporâneos de Joãozinho Alfaiate.
Músicos como Mão Branca, Antônio Muniz, Clovis Farias e Assis, eram contemporâneos de Joãozinho Alfaiate.
Texto e Arte Por Anna Karenina 4085/BA
Maori Comunicação.

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