| foto: Felipe de Paula |
“Ações locais para saúde” será o
assunto do Improviso, Oxente! desta
terça-feira (21) e a convidada será Adélia Melo. O projeto de debates começa às 19 horas, na
Casa dos Artistas e continua seguindo o tema geral: “A cidade é movida pela
cultura”. Em parceria com o Instituto Nossa Ilhéus, o Teatro Popular de Ilhéus
(TPI) convida toda sociedade para discutir projetos para diversos setores do
município. A entrada é franca.
Na semana passada, o
assunto do encontro foi “Uso Sustentável dos bens naturais comuns e inclusão
social” e teve como convidado o professor e ambientalista Rui Rocha. A banda
Dr. Imbira também abrilhantou a noite do dia 14, intercalando as colocações do
especialista e intervenções do público com rock e blues de qualidade.
Rui Rocha começou sua fala questionando o público sobre a relação entre
problemas sociais e o uso dos bens comuns. Segundo ele, pensar nas questões
ambientais não se restringe a proteger reservas naturais, mas também é uma
questão de ética e princípios. Em suas palavras, todo processo de ocupação e
desenvolvimento de um local precisa levar em conta o meio ambiente, uma vez que,
comprometendo os bens naturais, toda região é afetada.
De acordo com o professor, assim como o planeta inteiro, a região sul da
Bahia é movida pelo meio ambiente. “O cultivo do cacau precisa do clima ideal,
o turismo está relacionado com as praias, bem como outros atrativos naturais”,
explicou. Ele ainda complementou que a pesca é uma atividade econômica
importante, já que peixes e mariscos são alimentos bastante consumidos por
nativos e turistas.
Para o ambientalista, até mesmo o sucesso para a construção do polo de
informática em Ilhéus foi influenciado pelos atrativos naturais da região. “Além
dos incentivos fiscais, o fato de Ilhéus ter um clima agradável, ser litorânea
e oferecer uma melhor qualidade de vida atrai pessoas interessadas em viver e
investir na cidade”, colocou.
Outro ponto levantado por Rui Rocha foi a distribuição de renda. “A
maioria dos trabalhadores rurais, que produz o cacau fino vendido para grandes
indústrias de chocolate, e os pescadores vivem em situação miserável. Eles são
a base de atividades econômicas importantes. Por isso é preciso repensar como
está sendo redistribuída a riqueza”, disse.
Ao final desta edição do Improviso, Oxente!, em setembro, as
propostas abordadas serão incluídas em um livro publicado pela Mondrongo,
editora do TPI. A obra será entregue ao prefeito eleito como sugestões para seu
projeto de governo. “É necessária a participação de representantes de diversos
segmentos sociais. Para que cada um dê sua contribuição ao longo das
discussões”, declarou o diretor do Teatro Popular de Ilhéus, Romualdo Lisboa.
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