Existiu
um tempo na história do Brasil que a juventude era revolucionária, nomes jovens
como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque eram fiéis combatentes de uma
ditadura massacrante. Os jovens lutavam por sua ideologia, enfrentando
soldados, sendo presos e torturados, alguns viraram mártir como o estudante
Edson Luís, morto com um tiro a queima roupa pelo regime militar no dia 28 de
março de 1968. A morte de Edson Luís gerou uma onda de mobilizações e greves
que se espalhou por todas as universidades na época.
Atualmente
a juventude se tornou uma força inerte, sem presunção, sem envolvimento
político, acomodados? Falta interesse.
Como disse Chê Guevara “Ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição
genética”. Os jovens têm seus olhos
vendados pelo forte envolvimento na sociedade de consumo. A beleza estética e a estabilidade financeira
que provém do capitalismo compraram a juventude, suas mentes são ocupadas com
coisas superficiais e banais em detrimento da falta de participação do jovem em
decisões políticas. Quando a mídia se cala, perante uma greve que afeta
diretamente a educação neste país, os jovens deveriam ser os primeiros a sair
nas ruas, lutando, reivindicando seus diretos, uma vez que eles são os
principais afetados com isso, entretanto estão tão cegos que não conseguem ver
um palmo a frente do nariz.
Enquanto
os jovens gastam seu precioso tempo na chamada passarela do álcool,
participando de festas, shows, malhando em academias, comprando roupas de grife
e marca, seu país caminha em direção ao fundo do poço. O que vivemos é
democracia? Uma democracia sustentada por mentiras, jogos e interesses
partidários. O povo sofre pelo seu analfabetismo político, trocando seu voto,
por leite. Em plena época de eleição os
jovens continuam inertes e não sai vai ser agora que isso vai mudar. A juventude precisa de pessoas corajosas que
se arrisquem em prol da força jovem. Quem são eles, onde estão? As pessoas
temem ir para linha de frente, temem abrir a boca e falar, não sabem o pecado
que estão cometendo consigo mesmas e com os que lhe cercam. Se você acha que as
coisas estão erradas, faça uma mobilização, coloque a boca no trombone e mostre
o caminho para consertar as coisas. Uma andorinha não faz verão, isso é mentira.
Uma vez que ela lute, as outras irão criar coragem e lutar também. Não dá para
ficar parado, esperando a luz vim do céu, porque ela não virá. Ande com suas
pernas, grite com sua alma, só assim seguirá em frente, marchando. “Caminhando,
cantando e seguindo a canção...”
Alguns
encontram formas diferentes de se expressar perante este caos, alguns compõem
músicas, outros fazem teatro, e de certa forma conseguem multiplicar suas
ideias revolucionárias, através dessas ferramentas. Usar estas ferramentas para
puro entretenimento é desperdiçar o seu poder político de diálogo, de
conscientização. Fica a dica aos companheiros artistas. “Chega de teatro
besteirol, de gêneros musicais preconceituosos e ultrajantes. Seja um
diferencial e não mais um. Se o povo é alimentado com essas formas de expressões,
vocês estão apenas reafirmando a miséria, a prostituição, o analfabetismo
político, e em troca de quê? Dinheiro? O artista dizer que essas formas de
expressões é o que dá dinheiro, só mostra sua incapacidade de ser um
diferencial na história deste país. Chega de Piabas!!!!”

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