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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Onde estão os jovens revolucionários do século XXI? - por ED PAIXÃO


Existiu um tempo na história do Brasil que a juventude era revolucionária, nomes jovens como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque eram fiéis combatentes de uma ditadura massacrante. Os jovens lutavam por sua ideologia, enfrentando soldados, sendo presos e torturados, alguns viraram mártir como o estudante Edson Luís, morto com um tiro a queima roupa pelo regime militar no dia 28 de março de 1968. A morte de Edson Luís gerou uma onda de mobilizações e greves que se espalhou por todas as universidades na época.


Atualmente a juventude se tornou uma força inerte, sem presunção, sem envolvimento político, acomodados?  Falta interesse. Como disse Chê Guevara “Ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética”.  Os jovens têm seus olhos vendados pelo forte envolvimento na sociedade de consumo.  A beleza estética e a estabilidade financeira que provém do capitalismo compraram a juventude, suas mentes são ocupadas com coisas superficiais e banais em detrimento da falta de participação do jovem em decisões políticas. Quando a mídia se cala, perante uma greve que afeta diretamente a educação neste país, os jovens deveriam ser os primeiros a sair nas ruas, lutando, reivindicando seus diretos, uma vez que eles são os principais afetados com isso, entretanto estão tão cegos que não conseguem ver um palmo a frente do nariz.

Enquanto os jovens gastam seu precioso tempo na chamada passarela do álcool, participando de festas, shows, malhando em academias, comprando roupas de grife e marca, seu país caminha em direção ao fundo do poço. O que vivemos é democracia? Uma democracia sustentada por mentiras, jogos e interesses partidários. O povo sofre pelo seu analfabetismo político, trocando seu voto, por leite.  Em plena época de eleição os jovens continuam inertes e não sai vai ser agora que isso vai mudar.  A juventude precisa de pessoas corajosas que se arrisquem em prol da força jovem. Quem são eles, onde estão? As pessoas temem ir para linha de frente, temem abrir a boca e falar, não sabem o pecado que estão cometendo consigo mesmas e com os que lhe cercam. Se você acha que as coisas estão erradas, faça uma mobilização, coloque a boca no trombone e mostre o caminho para consertar as coisas. Uma andorinha não faz verão, isso é mentira. Uma vez que ela lute, as outras irão criar coragem e lutar também. Não dá para ficar parado, esperando a luz vim do céu, porque ela não virá. Ande com suas pernas, grite com sua alma, só assim seguirá em frente, marchando. “Caminhando, cantando e seguindo a canção...”

Alguns encontram formas diferentes de se expressar perante este caos, alguns compõem músicas, outros fazem teatro, e de certa forma conseguem multiplicar suas ideias revolucionárias, através dessas ferramentas. Usar estas ferramentas para puro entretenimento é desperdiçar o seu poder político de diálogo, de conscientização. Fica a dica aos companheiros artistas. “Chega de teatro besteirol, de gêneros musicais preconceituosos e ultrajantes. Seja um diferencial e não mais um. Se o povo é alimentado com essas formas de expressões, vocês estão apenas reafirmando a miséria, a prostituição, o analfabetismo político, e em troca de quê? Dinheiro? O artista dizer que essas formas de expressões é o que dá dinheiro, só mostra sua incapacidade de ser um diferencial na história deste país. Chega de Piabas!!!!”

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